segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Castigo resolve?




CASTIGO RESOLVE?




Lembra-se quando nas escolas usava-se a palmatória, ajoelhar em milho, etc. Graças a Deus tudo isso já foi abolido.
Com o avanço da Psicanálise, aprendemos que nada adianta reprimir violentamente e que através de surras dificilmente a criança poderá saber a diferença entre o certo e o errado sem traumas, medos e raiva.
Um fator importante é a colocação de limites. A própria criança pede limites, pois é uma das maneiras que ela encontra para obter orientações de conduta e disciplina. Por essa razão é que as crianças ficam testando os limites dos pais, para saber até que ponto pode ir.
Existem situações, que mesmo com diálogo e limites a criança vai precisar de uma atitude mais enérgica. Isso deve ser encarado com naturalidade e não com culpa, como sempre acontece com os pais. Neste casos o castigo pode ser bem vindo, desde não violento, pode ser uma forma simples para acabar com atitudes indisciplinares.
Há necessidade de estabelecer regras de disciplina muito bem definidas, desde de pequenos, como por exemplo: não bater no irmãozinho; não gritar para falar; não desrespeitar os mais velhos; não fazer birra ou teatro nos lugares públicos quando quer algo e a mãe diz não, etc... Todos esses momentos podem ser controlados desde que se tenha regras bem definidas, pois é muito complicado para uma criança tomar atitudes e não Ter certeza se aquilo é permitido pelos adultos.
O exemplo dos pais é muito importante, não adianta pedir ao filho que não grite, se os pais tem por hábito agir dessa forma.
Toda vez que seu filho cometer algo errado é necessário que se forme um paralelo entre a causa (o comportamento indesejado) e o efeito (a consequência), assim a criança percebe que certos comportamentos simplesmente não serão tolerados. Caso contrário, a criança poderá começar a duvidar se vai mesmo ser castigado se cometer outros atos que foram estabelecidos como incorretos.
Para que o castigo funcione é preciso conhecimento dos pais dos limites e características da própria criança. Ou seja, o castigo deve ser aplicado de acordo com aquilo que a criança é capaz de fazer. Por exemplo, se uma criança não consegue parar quieta por cinco minutos, não se pode esperar que no primeiro minuto do castigo ela fique quieta. Tenha paciência, pois logo ela irá começar a se conscientizar de que é necessário cumprir o castigo, e perceber que não pode passar dos limites.
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                                                                           Eliane Pisani Leite
   Autora dos livros:
·        Pais EducAtivos;
·        Brinquedos e brincadeiras;
·        A importância da mulher.

Violência urbana e comportamento do brasileiro


AUMENTO DA VIOLÊNCIA URBANA  X  COMPORTAMENTO DO BRASILEIRO

O comportamento humano é algo muito rico a ser estudado.
Estava em férias lendo uma revista cientifica, quando me chamou a atenção um comentário feito por um italiano que freqüenta o Brasil.
O texto dizia o seguinte:
“Visito este país há muitos anos e confesso que me surpreendeu o fato de o brasileiro, como regra geral, baixar a cabeça diante dos maus tratos e das explorações a que é submetido em todos os lugares e situações. “Não tem jeito mesmo”, costumam argumentar os amigos brasileiros com quem comento abismado, esse tipo de comportamento. Na Itália, de onde venho, bem como na maioria dos países europeus, a população não se deixa conduzir, não se deixa explorar com essa passividade, não. É claro que nossos governantes e nossos poderosos estão longe de ser santos. Mas quando alguma coisa podre deles é descoberta e vem à tona, as pessoas saem às ruas, aos berros e não sossegam enquanto justiça não for feita.
Peço desculpas se, como estrangeiro, crítico esse vício de comportamento de tantos brasileiros. Mas o faço por amor a esta terra, e é pela mesma razão que aconselho os brasileiros a por a boca no trombone e gritar bem alto quando seus direitos não são respeitados.
Como ensina até a Bíblia, no episódio das muralhas de Jericó, o poder do grito é uma realidade e muitas vezes funciona quando se quer fazer justiça.” Giuliano Ubaldi – Roma – Itália. Revista Planeta – set  2007.

Infelizmente eu como estudiosa do comportamento humano tenho que concordar 100% com o comentário deste Sr. Tenho ficado cada vez mais indignada com o comportamento passivo do brasileiro. Como vivo em São Paulo, me surpreendo com a passividade e timidez do paulista. Com um perfil quieto, retraído, consumista e alguns até iludido. Iludido porque acredita na novela, na mídia e em todo tipo de bombardeio de informações que diz: “Ser feliz é ter...”; “Diga e mostre quem é comprando...”.
Os temas chaves da mídia ilusória vêm sempre com palavras fortes como: “Ser feliz é...”; “Amar é...”. Aí saímos nas ruas e vemos um bando de pessoas idênticas.
Idênticas no sentido de não ter identidade original, pois se a moda é carro prata, todos querem carro prata e assim por diante. Mas onde entra a violência urbana nessa história. Ela entra quando toda a população acredita que o meio de se comunicar é pelo consumo para se igualarem, só que nessa história, percebemos que as pessoas estão cada vez mais introspectivas e fechadas em seu mundinho, acreditando que assim estão se protegendo e ao mesmo tempo se destacando, outra ilusão. Os fatos mostram que esse isolamento urbano só vem a favorecer a violência, pois o crime organizado se alimenta desse silêncio, dessa estagnação, dessa falta de solidariedade da população.
Quando as pessoas presenciam um assalto ou algo errado, o comum é calarem-se, é óbvio que não devem enfrentar os criminosos, os infratores, pois o risco pode ser grande, uma vez que geralmente estão armados, porém o que observamos por aqui, é que quando um time de futebol vence um campeonato, todos vão para as ruas, juntam-se e comemoram, gritando, falando, gesticulando. Porque não fazemos o mesmo para protestar quando algo errado acontece na cidade.
A população precisa reaprender a ser solidaria para reivindicar seus direitos, para exigir mais segurança que particularmente na cidade de São Paulo está um caus. Não temos segurança nem dentro das próprias casas, não existem leis e regras suficientes para inibir a ação de infratores adultos e crianças no crime organizado.
A união da população é um comportamento que funciona, alguém já viu infrator não ter grupo de apoio?
Nós cidadãos também temos que nos apoiar, não precisamos morrer de amores pelos companheiros, mas temos que saber usar a inteligência para grandes causas. Quando um começa o movimento, todos os outros percebem a intenção e colaboram, assim os resultados logo acontecem.
A sociedade precisa colocar em pratica a inteligência social, quando se isola perde pontos. Temos um Governo que muitas vezes em discursos tem estimulado o preconceito social de classes e raças. Isso pode render-lhes votos nas urnas, porém é uma política pobre que só estimula a rivalidade de classes e procura igualar a todos por baixo.
Todos almejam evoluir e desenvolver, que sejamos igualados pelo melhor, pelo mais nobre, pelo mais educado, pela decência e moral, pela dignidade, pelo correto e lógico.





                                                                                  Eliane Pisani Leite
                                                           

Linguagem e aprendizagem


APRENDIZADO ATRAVÉS DA LINGUAGEM



Vigotsky e seus colaboradores em suas pesquisas com crianças, chegaram a algumas conclusões a respeito da importância da linguagem para o aprendizado.
Em seus estudos observaram um grupo de crianças pequenas e um grupo de macacos primatas. A tarefa era apanhar um objeto com o auxílio de um instrumento, como por exemplo uma vara. Observaram que o grupo de crianças emitia sons – “falavam sozinhas” (o que chamamos de fala egocêntrica) ao elaborar manobras para atingir a meta de apanhar o objeto, e dessa forma enriqueciam o número de opções para efetuar tal tarefa, enquanto que o grupo de macacos mantinham o mesmo repertório.
Desses estudos Vigotsky constatou que a fala é um elemento que favorece o aprendizado bem como transforma o ser humano na espécie animal com nível intelectual superior às demais espécies.
A criança compreende e controla seu mundo através da linguagem. Ao denominar coisas e o que faz, descobre que pode pensar em objetos e pessoas que não esta vendo. Melhor ainda: consegue imaginar situações.
Com o desenvolvimento a criança vai mudando sua forma de falar.
Primeiro, a fala se dá pelo simples prazer de emitir sons, chamar a atenção e, principalmente, para ela mesma, porém nesse momento sua fala não é comunicativa – esta é a fase da fala egocêntrica – é comum nesse período observarmos duas crianças juntas falando, porém sem se compreenderem, pois não há a intenção de manter diálogo com o outro.
A criança pequena acredita que todos os acontecimentos existem por causa dela. Por exemplo: o Sol esta brilhando porque ela queria ir ao clube naquele dia. Como também pode falar os efeitos da natureza, para modificar os acontecimentos: “Fique quieto, Trovão!”.
À medida que cresce começa a querer manter um diálogo com o meio em que vive, passando a prestar atenção no que os outros dizem. Nesse período poderá cometer erros como por exemplo “eu fazi” em lugar de “eu fiz”, nessas situações basta repetir a frase de forma correta para que ela corrija a fala.
Algumas dicas para ajudar a criança a falar corretamente são: ler livrinhos de estórias infantis, conversar muito com a criança, promover discussões de temas específicos em salas de aula, elaborar com toda a classe uma redação, onde o professor escreve na lousa e todos os alunos contribuem para a formulação do texto, dessa forma a criança aprende a forma correta de falar como também se familiariza com as letras.


Eliane Pisani Leite
                                               Autora do livro: Pais EducAtivos
                                                            www.itegui.com.br

Como lidar com machucados infantis


Aprendendo a lidar com os machucados e dores na infância

Geralmente os pais trazem uma carga de informações e atitudes herdadas pela familia, ao concretizarem um casamento todo casal se depara com certas diferenças de valores e crenças de como lidar com as crianças. Um exemplo muito clássico, são os pais que ensinam os meninos que eles não devem chorar, que não devem correr para junto da mãe quando se machucam ( ou são insultados) e a resolverem seus problemas por si mesmos – são ensinados não só por palavras mas pelo exemplo dos pais. Por outro lado as meninas são incentivadas a manifestar seus sentimentos, a admitir que precisam de ajuda e a serem cuidadas por outras pessoas, quando necessário.
As reações emocionais de todo ser humano varia de acordo com suas expectativas e é claro com o seu tipo de personalidade. 
Pais que se preocupam em exagero com doenças, consequentemente terão filhos que agirão da mesma forma. A criança que se desenvolve num ambiente apreensivo com os males físicos, terá grandes chances de se tornar uma pessoa excessivamente  preocupada, onde em situações de emergência só servirá para causar ainda mais transtorno.
O período do desenvolvimento, no qual a criança fica mais sensível às idéias de ferimentos, moléstias e morte, compreende entre os três e quatro anos de idade. Essa fase é muito natural entre as crianças, muitas vezes ficam imaginando como se sentiriam com as moléstias e/ou machucados que vêem nos outros. Por todos esses aspectos, a forma de reação dos pais frente a moléstias e ferimentos fica registrado na memória das crianças. Se a mãe fica em pânico frente a um pequeno acidente, é natural que a criança acredite que esteja passando por um terrível perigo. Se o pai nega o sentimento de um filho quando este se machuca, dizendo que homem não sente dor, o filho aprende a reprimir seus sentimentos para ser agradável.
Os pais devem ser realistas , atuarem de acordo com a realidade, obviamente é interessante não demonstrar excesso de ansiedade, porém não há necessidade de serem insensíveis ou duros.
Casos opostos também podem ocorrer, como por exemplo com crianças muito ansiosas e mães controladas e equilibradas, nesses casos é necessário investigar o que a criança guarda dentro de si a nível de preocupações  e medos.
Casos muito corriqueiros acontecem com crianças que sofrem de muitas dores de barriga, machucados que não param de doer, e que clinicamente já foram tratados e investigados e não se encontrou nenhuma anomalia, nestes casos fica nítido como a criança usa de recursos físicos para chamar a tenção dos pais,ou até mesmo do setor de enfermagem da escola
O adulto que estiver acompanhando a criança deverá ficar atento para detectar o quanto de realidade existe nas queixas que as crianças apresentam, seja no que se refere à dores ou mal estar. Só assim será possível tomar providências em relação ao assunto.

                                                                                 
                                                                           Eliane Pisani Leite
   Autora dos livros:
·        Pais EducAtivos;
·        Brinquedos e brincadeiras;
·        A importância da mulher.


Escolha profissional na adolescência


ADOLESCÊNCIA E ESCOLHA PROFISSIONAL


Como se não bastasse o adolescente estar vivendo uma das fases mais difíceis de seu desenvolvimento, ainda precisa tomar a decisão de uma carreira profissional.
Muitas são as dúvidas desse momento, os pais ou os adultos que o cercam fazem sugestões, falam do mercado de trabalho, das dificuldades de levar uma carreira adiante em vista de tantas dificuldades que a sociedade e o mercado financeiro impõe. Com freqüência, a garotada se vê diante de um dilema: escolher entre uma profissão que, aparentemente, vai render mais dinheiro, ou dar preferência a um trabalho de menos futuro, mas que o interessa mais.
Na verdade, os jovens ainda estão distantes das dificuldades apresentadas pelo nosso disputado mercado de trabalho. Cabe aos pais a tarefa de orientar, porém sempre tomando o cuidado de não impor seus próprios anseios que não foram concretizados. Para isso, basta lembrar que o jovem já tem noção das coisas que gosta e já consegue fazer escolhas sem a ajuda dos adultos que o cercam. Embora lhe falte experiência para encarar os fatos como realmente são, a decisão final deve partir dele.
Os pais tem algumas opções que podem ajudar os filhos nessa escolha:
-          procurar ajuda profissional para um trabalho de orientação vocacional, onde o objetivo será uma análise de personalidade para um diagnóstico de quais as áreas que esse jovem poderia fazer render mais os seus talentos;
-          adquirir revistas voltadas ao estudante em fase pré-vestibular, embora a melhor fase para começar a pensar no assunto seria ainda no ensino fundamental, antes de ingressar para o ensino médio (colegial). Nessas revistas são demonstradas pesquisas sobre o mercado de trabalho, área de atuação, vagas nas faculdades, e ainda trazem o perfil das melhores faculdades;
-          algumas escolas possuem em seu quadro de profissionais, pedagogos e psicopedagogos que também fazem um trabalho de orientação que poderá ajudar na tomada de decisão nessa fase;
-          e acima de tudo muito dialogo para verificar qual a verdadeira vocação do adolescente.
Acredito que as escolas devam se mobilizar para oferecer essa ajuda aos jovens. Pois quando trabalhamos com gosto pelo que fazemos, os frutos amadurecem e crescem com  mais facilidade.
Lembrando que nós adultos também tivemos que passar por esses momentos e  no entanto estamos aqui, e espero que todos de bem com a vida, fica mais fácil facilitar e amenizar a difícil tarefa da escolha profissional.

                                                                   Eliane Pisani Leite
                                                           Autora do livro: Pais EducAtivos
                                                          

A importância do brincar no desenvolvimento infantil




A importância do brincar no desenvolvimento infantil

 





Toda brincadeira tem um significado a ser explorado.
Analogamente ao profissional que desenvolve sua carreira, a criança constrói seu conhecimento com brincadeiras, jogos, jogos dramáticos e jogos com regras.
Muitos pais ao verem seus filhos brincando se questionam se devem deixá-los sem fazer nada, porém desconhecem o fato de que brincar é forma natural da criança vivenciar todos os acontecimentos do seu dia a dia e até mesmo compreender o mundo que a cerca.
A criança brinca para aprender, ganhar experiência, desenvolver-se, exercitar sua criatividade. Durante as brincadeiras começa identificar seus sentimentos: amor, raiva, agressividade, Isso podemos observar durante os jogos dramáticos da criança que procura imitar os adultos em suas atividades e se utilizam de expressões e mímicas para representar o personagem .
Nos jogos aprende  a competir, suportar embates, perseverar até alcançar seus objetivos.
Assim como nós adultos fazemos amigos e inimigos em determinadas situações, o mesmo acontece com as crianças durante  as brincadeiras. Esta passa então a ser uma iniciação no processo de relações humanas.
O primeiro brinquedo do bebê é a própria mãe, a amamentação traz satisfação, sentimento de segurança e prazer. Posteriormente a criança passa a explorar o mundo
Para Winnicott, pediatra e psicanalista inglês a primeira brincadeira do bebê é o uso que ele faz do urso, da fralda, do cobertor, ao que ele denomina ‘objeto transicional’, isto significa que a criança faz uso desses objetos como uma substituição da presença da mãe, quando esta se ausenta.
Quando a criança começa a usar esse objeto, que representa sua mãe e as boas experiências de cuidados (alimentação, colo, etc) ela demonstra estar apta a formar dentro de si, uma imagem do objeto (de mãe e do manejo exercido pela mãe)
Uma criança que não brincou o necessário na infância pode ter seu desenvolvimento afetado, pois ela “pulou” etapas importantes que só com os jogos e brincadeiras apropriadas à sua faixa etária ela poderia ter elaborado as situações que internalizou durante sua vida.
Cabe aos pais estimular adequadamente as brincadeiras de seus filhos, dar mais tempo para que possam apenas e simplesmente brincar. Oferecer materiais e brinquedos que estimulem sua inteligência e elaborem suas emoções.
Uma infância bem vivida só pode trazer adultos equilibrados e resolvidos.




Eliane Pisani Leite
Psicóloga
Acupunturista
Psicopedagoga
Terapeuta Floral
Autora dos livros:
·        Pais EducAtivos;
·        Brinquedos e Brincadeiras-Teoria e prática
·        A Importância da Mulher na Sociedade